crítica de dracula de bram stoker, filme dirigido por francis ford coppola e estrelado por gary oldman, keanu reeves e winona rider

Drácula de Bram Stoker, Francis Ford Coppola, 1992

Deve ser um dos trabalhos mais esteticamente radicais de Coppola, uma das adaptações mais radicais de literatura clássica e ao mesmo tempo uma das versões da lenda do vampiro que mais distorce o gênero. Mas enquanto isso, o que surpreende é o quão óbvias e conscientes são estas escolhas. Literatura britânica vitoriana clássica tratada como... romantismo vitoriano.

Vício Frenético, Abel Ferrara, 1992

A profanação do sagrado e o esgarçar dos limites morais são o mote principal aqui. Mais que a investigação ou o estudo de um personagem completamente estúpido, Vício Frenético joga o tempo todo com a ideia de como lidar com uma metrópole caótica, repulsiva e feita de pecado por um viés católico. Ou seja, por um viés carregado de culpa.

Alien 3, David Fincher, 1992

Alien 3, David Fincher, 1992

No seu primeiro longa-metragem, David Fincher tenta tornar o terceiro capítulo de Alien um filme com pretensões mais psicológicas acerca dos personagens e do universo apresentado até aqui. Rejeitando a curva de ficção científica de ação militarista que o Aliens: O Resgate, de James Cameron, tinha tomado, a franquia se volta para um drama sobre prisão, religião e masculinidade.