crítica de Maligno, filme terror dirigido por James Wan e estrelado por Annabelle Wallis

Maligno, James Wan, 2021

Correndo o risco de me conectar mais com o uso referencial do que com as obras que são referência por si, Maligno é um filme que - apesar de verter por todas as suas frestas, uma hemorragia abundante de alusões, citações, ressignificações de uma coleção diversa de subgêneros do terror (filmes slasher e giallo principalmente) - se sustenta por uma construção estética que nos faz embarcar completamente no absurdismo do enredo B e na estilização da forma ao redor disso para concretizar a ideia de percepção de realidade que é central à trama.

crítica de sem dor sem ganho, filme de michael bay estrelado por mark wahlberg, the rock e anthony mackie

Sem dor, sem ganho, Michael Bay, 2013

Às vezes por linhas tortas Michael Bay acaba se mostrando um grande iconoclasta. Ressignificando, deturpando, repensando os significados de certos ícones. É só deixar de lado a ideia preconceituosa que muito se tem do cinema dele pra pensar em algumas cenas que confirmam isso. 

crítica de A Casa de Cera, filme de Jaume Collet Serra estrelado por jared padalecki e paris hilton

A casa de cera, Jaume Collet-Serra, 2005

Pensando na forma, no texto, na época principalmente, fica bem evidente a ideia de Collet-Serra de fazer do filme uma reflexão sobre a cultura de celebridade. Aparências, referências, legado. Tudo o que é abordado direta e indiretamente traz à tona uma intenção muito clara do diretor. Mas pensando mais sob uma ótica contemporânea não dá para desassociar-se da ideia de mídia social.

crítica de Munique, filme de Steven Spielberg estrelado por Eric Bana e Daniel Craig

Munique, Steven Spielberg, 2005

Na disputa com Eastwood do maior representante americano do cinema clássico do nosso tempo, essa metade dramática de Spielberg chegou ao auge aqui. Um filme que é um retrato de acontecimentos mas ao mesmo tempo é um mea culpa sobre uma existência judaica fascista. Sem nunca perder um lado de estudo sobre a busca e a proteção da terra prometida e do próprio povo.

crítica de O Invasor, filme de beto brant estrelado por mariana ximenes, marco ricca, alexandre borges e paulo miklos

O Invasor, Beto Brant, 2001

Soa simples, parando pra pensar. A ideia da invasão da periferia tão em voga nesse início dos 2000, o funk entrando nas casas de zona nobre, o choque iminente das peças desiguais da metrópole, o aspecto de alegoria que isso tem para o peso histórico de classes em conflito numa democracia que é um remendo de uma nação quebrada.