O ponto alto da Era Brosnan, muito por conta do que já mencionei em outra  crítica. Essa coisa de que os filmes de James Bond sempre são ao mesmo tempo uma resposta para o cinema, para o filme anterior e para um contexto sociopolítico. Aqui, uma amálgama de alusão ao cinema de Hong Kong por uma Bond Girl, uma seriedade maior do que em Goldeneye e um vilão que personifica o poder midiático da TV nos 1990s.

A ação também é bem mais direta. Menos floreios, mais fisicalidade. Talvez um prenúncio do que seria o cinema de porradaria dos 2000s que também vinha muito do cinema de Hong Kong que deve ter sido o último grande auge do gênero. 

Não só pela presença de Michelle Yeoh como pelas mãos do próprio protagonista, o filme lida muito com uma proximidade, um pé no chão que traz o melhor da seriedade da época de Dalton e ao mesmo tempo o melhor do bom humor da era Roger Moore. 

Que é o que define  os filmes protagonizados por Pierce Brosnan no final das contas. Hoje ele soa envelhecido mas acho que nessa época não dava para imaginar uma versão melhor do que seria esse personagem modernizado. E pensando em retrocesso, a mudança tomada na franquia a partir da loucura dos dois filmes seguintes faz ainda mais claro este filme um auge do estilo. 

Mas voltando pra Michelle por um instante. Algum dia existiu ou existirá uma Bond Girl tão boa? Por enquanto parece que não. 

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